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O Farol em Voz Petróleo sobe, Sporting joga, Portugal resiste 2 min 39 · subscrever
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Manchete
BBC

Petróleo aproxima-se dos 100 dólares após ataques dos EUA ao Irão

Washington atacou petroleiros iranianos e Teerão respondeu contra uma base norte-americana na Jordânia, numa escalada que already se sente no preço do crude

Os Estados Unidos atacaram petroleiros iranianos e o Irão respondeu visando uma base militar norte-americana na Jordânia, segundo a BBC. A troca de ataques fez o preço do petróleo aproximar-se dos 100 dólares por barril, um patamar que não se via há vários trimestres.

A escalada surge depois de meses de tensão latente entre Washington e Teerão, com ataques pontuais que até agora não tinham atingido directamente infra-estruturas petrolíferas nem bases militares de forma tão explícita. A BBC descreve o episódio como o culminar de uma sequência de ataques mútuos, sem detalhar ainda a origem exacta da actual escalada.

Para quem gere capital entre Portugal, Espanha e os mercados globais, o efeito imediato é o custo da energia. Uma subida sustentada acima dos 100 dólares pressiona a factura energética de economias importadoras líquidas de crude, como a portuguesa e a espanhola, e reacende o risco de inflação importada num momento em que os bancos centrais já debatiam quando e quanto cortar juros. Refinarias, companhias aéreas e sectores intensivos em energia são os primeiros a sentir o impacto nas margens.

Os mercados de crude tendem a reagir de forma desproporcionada nas primeiras horas de qualquer escalada no Golfo Pérsico, sobretudo quando há risco, ainda que hipotético, de disrupção nas rotas de exportação que passam pelo Estreito de Ormuz. Um agravamento duradouro da tensão poderia levar seguradoras e operadores a exigir prémios de risco mais altos para navios que transitam na região, com efeitos em cascata nos custos logísticos globais.

Fica por saber a extensão real dos danos nos petroleiros atacados, se a base na Jordânia sofreu baixas ou apenas danos materiais, e sobretudo se esta troca de ataques marca uma viragem para um confronto mais alargado ou permanece, como episódios anteriores, um pico de tensão que arrefece nos dias seguintes. Os mercados petrolíferos vão continuar a precificar essa incerteza enquanto não houver clareza política de ambos os lados.

Fontes: BBC
Opinião de um fanático
José Leonelas

Rui Borges diz que o campeonato é a nossa Champions. Pois é capitão, mas o jogo de hoje é contra o Galatasaray, não contra o Nacional. Guardo isto, não é rancor, é registo.

O genro, do Benfica, ligou a perguntar se vamos ver o jogo. Disse-lhe que sim, com toda a família, menos ele, que traz mau-olhado desde o Arsenal.

Aviso já: 3-0 para o Sporting, dois golos do Gyökeres e um autogolo turco por desespero. E digo isto sem ver o onze, que essas coisas só complicam a certeza.

Futebol
Liga Portugal — classificação à 5.ª jornada
# Clube J V E D GM GS DG P
1 Porto 5 5 0 0 11 1 +10 15
2 Sporting 5 4 1 0 14 5 +9 13
3 Santa Clara 5 3 2 0 9 3 +6 11
4 Benfica 4 3 1 0 14 3 +11 10
5 Arouca 5 3 1 1 7 3 +4 10

Traço à esquerda: lugar de prova europeia. Fonte: ESPN.

zerozero

Sporting recebe Galatasaray na volta à Champions

Rui Borges garante que o campeonato continua a ser a prioridade do plantel leonino

O Sporting recebe esta noite o Galatasaray no Estádio José Alvalade, no regresso da equipa à fase de liga da Liga dos Campeões, 155 dias depois da derrota nos quartos de final frente ao Arsenal, por 0-1, segundo o zerozero.

Rui Borges evitou empolar o momento europeu na antevisão do encontro. "O campeonato será sempre a nossa Champions", disse o técnico leonino, sublinhando que a prioridade do plantel continua a ser a discussão do título nacional, de acordo com o zerozero.

Na Liga dos Campeões, o FC Porto perdeu por 0-2 em casa frente ao Manchester City, com dois golos de Erling Haaland, que atinge uma média perfeita: 59 golos em 59 jogos disputados na prova, avança o Record. Pep Guardiola, técnico do City, elogiou o adversário depois do jogo: "O FC Porto joga muito bem", disse, segundo o zerozero.

Também na Champions, o Real Madrid venceu o Inter por 2-1, resultado que confirma o arranque forte dos espanhóis na fase de liga da competição, segundo o Guardian.

Na Liga Portugal, o Sporting soma 13 pontos em cinco jornadas, atrás do líder isolado FC Porto, com 15, e à frente de Santa Clara e Benfica. No próximo fim de semana, os leões visitam o Famalicão, que antecipa casa cheia para o receber, de acordo com o Record.

Fora dos relvados, a SAD do Benfica anunciou um lucro de 19,1 milhões de euros no exercício de 2025-26, o segundo ano consecutivo com resultados positivos e o maior valor de sempre em receitas de dia de jogo, avança o Público.

F1 & Ténis
Formula 1

Sabalenka volta a Pegula, Alcaraz à espreita em Nova Iorque

O US Open entra na fase decisiva com uma repetição da final de 2024 e três americanos a sonhar com o primeiro título masculino em casa desde 2003

Aryna Sabalenka precisou de três sets para eliminar a sexta cabeça de série, Linda Noskova, e chega às meias-finais do US Open para repetir o duelo do ano passado com Jessica Pegula, segundo a BBC. A defesa do título bielorrusso continua viva, mas o caminho ficou mais difícil do que o previsto.

Do lado masculino, Frances Tiafoe protagonizou a recuperação do torneio: esteve dois sets e um break atrás de Alex Michelsen antes de virar o jogo e avançar às meias-finais, consolando depois o adversário em lágrimas, relata a BBC.

Carlos Alcaraz, de regresso após lesão, é o obstáculo entre três tenistas norte-americanos e a possibilidade de o país voltar a ter um campeão masculino em Nova Iorque pela primeira vez desde 2003. O espanhol chega ao torneio depois de meses a assumir-se, publicamente, fã de Fórmula 1, amizade que nasceu de mensagens trocadas com Fernando Alonso e visitas ao paddock, de acordo com a Formula1.com.

Em pares de cadeira de rodas, Alfie Hewett e Gordon Reid arrancaram com uma vitória confortável na busca do sexto título consecutivo em Flushing Meadows.

Na Fórmula 1, o rescaldo de Monza continua a dominar a conversa antes da corrida em Madrid. Kimi Antonelli, italiano de 20 anos, venceu em casa depois de largar em 19º, e Toto Wolff comparou o crescimento do piloto da Mercedes a um "agente de inteligência artificial que está sempre a melhorar", segundo a Motorsport.com. Juan Pablo Montoya criticou a equipa por não ter feito duplo pit stop com Antonelli e George Russell sob safety car virtual, decisão que, na sua leitura, prejudicou o britânico.

A McLaren anunciou que vai rever as regras internas de disputa entre Lando Norris e Oscar Piastri depois de o britânico acusar o companheiro de o ter empurrado para fora da pista em Monza, avança a Motorsport.com.

Na Haas, Oliver Bearman desvalorizou o novo motor ADUO2 da Ferrari, considerando-o um passo bem mais pequeno do que a atualização de chassis da própria equipa apresentada na mesma altura.

O calendário aponta agora para o Grande Prémio de Espanha, disputado no traçado urbano de Madrid conhecido como Madring, onde a Williams vai correr com uma pintura especial inspirada em 1981 ao longo de todo o fim de semana, segundo a Formula1.com.

Mercados & Economia
Movimento da sessão por posiçãoSESSÃO (%)VGEA Vanguard EUR Govt Bo-0.26%SPXS Invesco S&P 500-0.23%IBCI iShares € Inflation -0.14%MEUD Amundi Stoxx Europe +0.00%XEON Xtrackers €STR+0.00%EMIM iShares MSCI EM IMI+0.47%TOTAL-0.04%
O Farol · movimento da sessão

Petróleo dispara após ataque a navio iraniano no Golfo

Wall Street cai e o ouro sobe quase um por cento, enquanto os juros da dívida norte-americana avançam com o receio de um choque de oferta.

Um petroleiro iraniano foi atacado ao largo da ilha de Kharg, nas imediações do estreito de Ormuz, avança o Jornal de Negócios. O incidente ocorre depois de o Irão ter ameaçado retaliar contra bases norte-americanas na região caso os seus navios-tanque continuassem a ser alvo de ataques. Ormuz escoa uma fatia significativa do petróleo transportado por via marítima no mundo, o que explica a reacção imediata do mercado de matérias-primas.

O Brent subiu 1,08%, arrastando consigo a leitura de risco inflacionário que os investidores fazem de qualquer disrupção no fornecimento de crude. Um choque de oferta energético eleva as expectativas de inflação futura, e é esse mecanismo que ajuda a explicar a subida dos juros da dívida norte-americana a dez anos, que avançaram 0,46%: mais inflação esperada implica menor apetite por cupões fixos a prazos longos, o que empurra as yields para cima e os preços das obrigações para baixo.

Wall Street fechou em baixa, penalizada pelo mesmo receio: custos energéticos mais altos comprimem margens e alimentam incerteza sobre o ritmo da política monetária da Fed. O ouro, por seu lado, subiu 0,98%, cumprindo o papel clássico de refúgio mesmo com juros nominais mais altos, sinal de que o mercado está a pagar pela cobertura geopolítica e não apenas a perseguir rendimento. O euro manteve-se praticamente estável face ao dólar, com uma valorização marginal de 0,07%.

A carteira fechou o dia com uma variação de -0,04%. VGEA recuou 0,26%, reflexo directo da subida dos juros da dívida soberana, e IBCI cedeu 0,14%, sinal de que a componente nominal dos juros pesou mais do que a cobertura de inflação embutida no activo. EMIM destacou-se com um ganho de 0,47%, contrariando a tendência do dia. SPXS acompanhou a queda de Wall Street, com -0,23%.

VGEA continua a ser o sleeve mais subponderado, 10,1 pontos percentuais abaixo do peso-alvo de 28% definido para a dívida soberana em euros, a componente de lastro e duração da carteira. Um dia em que a própria classe de activo cai por causa da subida de juros não é motivo para hesitar: o plano aponta o próximo reforço para esse sleeve, precisamente para reconstruir a almofada que a duração deveria oferecer.

Tecnologia
TechCrunch

Google Cloud usa engenheiros no terreno para vender IA

Acordo com a Accenture surge no mesmo dia em que Mistral levanta 3 mil milhões de euros e Cognition chega aos 48 mil milhões de dólares de avaliação

A Google Cloud fechou um acordo com a Accenture para acelerar a implementação de agentes de IA em clientes empresariais, apostando no modelo de "forward-deployed engineers": equipas técnicas da Google colocadas directamente junto dos clientes para resolver o gargalo que travava a adopção, segundo o TechCrunch. A prática, popularizada pela Palantir, confirma que a disputa entre fornecedores de nuvem já não se joga apenas na capacidade dos modelos, mas em quem consegue pôr agentes a funcionar em produção sem meses de integração.

A Mistral fechou uma ronda Série D de 3 mil milhões de euros, liderada por Samsung, Scaleup Europe e PSG Equity, que avalia a startup francesa em 21 mil milhões de euros, de acordo com o TechCrunch. O montante reforça a tese de "sovereign AI": governos e empresas europeias dispostos a pagar por modelos e infra-estrutura fora do controlo directo de fornecedores norte-americanos, factor que já entra nas decisões de compra de sectores regulados na UE.

A Cognition, criadora do agente de programação Devin, atingiu uma avaliação de 48 mil milhões de dólares, acima do múltiplo com que a Cursor foi vendida à SpaceX, segundo o TechCrunch. Os investidores continuam a apostar que o mercado de IA aplicada à programação não vai consolidar num único vencedor, ao contrário do que sucedeu noutras camadas da infra-estrutura de IA.

A Anthropic avisou utilizadores da Claude de que contas estão a ser exploradas por atacantes que consomem tokens sem autorização. Um utilizador detectou consumo activo quando não estava a trabalhar, segundo o TechCrunch. O episódio levanta uma questão prática para quem gere orçamentos de API em produção: autenticação de sessão deixou de ser suficiente quando o custo directo depende do tráfego gerado pela conta.

A OpenAI mostrou um caso de uso menos habitual: um investigador do MIT usa o GPT-5.6 Sol com Codex para conduzir experiências de computação quântica de forma autónoma, incluindo calibração de qubits e análise de resultados, segundo a própria empresa. O exemplo ilustra a extensão de agentes de código a domínios científicos onde a supervisão humana contínua deixa de ser o padrão.

Portugal & Espanha
El País

Governo português resiste, Inditex bate recorde de lucros

Lisboa promete alívio fiscal depois de travar moção de censura, enquanto a Inditex regista o melhor semestre de sempre

A Assembleia da República chumbou a moção de censura apresentada pelo Chega contra o ministro das Infra-estruturas, Luís Neves, ao fim de quase oito horas de debate. O ministro mantém-se em funções, segundo o Público, numa sessão que o analista Pedro Adão e Silva descreveu como um dia em que "todos ganharam".

No mesmo dia, o primeiro-ministro anunciou um alívio no IRS e um novo bónus nas pensões, sem adiantar valores. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse à SIC Notícias que o bónus será "similar" ao de 2025, altura em que variou entre 100 e 200 euros, avança o Expresso.

Em Espanha, a Inditex registou os maiores lucros semestrais da sua história: 2 980 milhões de euros até Julho. As vendas cresceram 7,6%, para 19 755 milhões, tanto em loja física como online, segundo o El País.

Em regulação, a Anacom voltou a condenar a Meo em 187,5 mil euros por violação dolosa de obrigações sobre instalação de infra-estruturas de telecomunicações, em dois processos. A operadora contesta a decisão em tribunal, como é habitual, refere o Público.

Europa & EUA
The Guardian

Europeus querem União forte mas duvidam que seja possível

Um estudo aponta uma crise de confiança que alimenta o discurso da extrema-direita sobre o declínio do continente, enquanto a Alemanha e a França mostram sinais concretos dessa fractura.

Um estudo citado pelo The Guardian conclui que a maioria dos europeus quer uma Europa forte, unida e independente, mas questiona se o continente tem capacidade para lá chegar. Os autores apontam uma crise de confiança transversal aos países analisados, que consideram terreno fértil para narrativas de declínio associadas à extrema-direita.

Os exemplos recentes não faltam. Na Alemanha, o Politico Europe noticia uma rebelião dentro do SPD, parceiro de coligação do chanceler Friedrich Merz, depois de um resultado eleitoral favorável à extrema-direita, o que aprofunda as dificuldades de um governo já descrito como fraco.

Em França, os centristas próximos dos antigos primeiros-ministros Edouard Philippe e Gabriel Attal não conseguem entender-se sobre um candidato único, segundo o mesmo órgão, numa altura em que as sondagens dão vantagem crescente aos extremos.

O paradoxo identificado pelo estudo é claro: existe procura por uma União mais coesa, mas os sistemas políticos nacionais parecem incapazes de a fornecer, o que deixa espaço aberto para quem promete respostas simples a um problema que é, por definição, colectivo.

O Vigia · as quatro medalhas do dia
As quatro medalhas do diaOUROPRATABRONZELATA
Inditex
Ouro
Inditex
A gigante têxtil galega que veste meio mundo e factura como um país pequeno.
Lucro semestral recorde de 2 980 milhões de euros, vendas a subir 7,6% para 19 755 milhões.
Enquanto a Europa discute o seu declínio, a Inditex mostra que vender camisolas ainda dá dinheiro. Capitalismo vivo e de saúde de ferro.
Prata
Google Cloud
A nuvem da Google, agora com engenheiros ao domicílio para convencer empresas a confiar em robôs.
Acordo com a Accenture leva 'forward-deployed engineers' para dentro dos clientes, copiando o manual da Palantir.
Vender IA já não chega, é preciso ir lá pô-la a funcionar. Reconhecer isso vale mais do que qualquer demonstração de slides.
Luís Neves
Bronze
Luís Neves
Ministro das Infra-estruturas que sobreviveu a quase oito horas de moção de censura sem perder a cadeira.
Chega chumbado no Parlamento, Neves fica, e o Governo ainda arranja fôlego para prometer alívio no IRS.
Sobreviver não é vencer, mas em política portuguesa já conta como um bom dia de trabalho.
Rogério Colaço
Lata
Rogério Colaço
Presidente do Instituto Superior Técnico, especialista em arquivar problemas antes que eles arquivem a sua cadeira.
Arquivou um caso de assédio laboral mesmo depois de a inspecção propor repreensão escrita.
Quando a inspecção pede o mínimo e o topo entrega zero, fica claro quem manda na hierarquia académica, e não é a ética.
O Farol · edição de quarta-feira, 9 de setembro de 2026 · gerado às 07:51 · arquivo · PDF
Fotografias creditadas aos respectivos autores. Nenhuma fotografia de actualidade é gerada por IA — o retrato de José Leonelas é a ilustração de um colunista fictício.