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O Farol em Voz Trump promete dinheiro, o petróleo passa os 100 dólares 2 min 19 · subscrever
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Manchete
The Guardian

Trump promete 5 000 dólares a cada eleitor antes das midterms

A proposta, sem financiamento identificado, custaria mais de 1 bilião de dólares e surge com o presidente em mínimos de popularidade

Donald Trump prometeu, num discurso longo na convenção republicana, pagar 5 000 dólares a cada cidadão adulto dos Estados Unidos caso o Partido Republicano retenha o controlo da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições intercalares de Novembro, segundo o The Guardian. O presidente pediu ainda aos eleitores para "fingirem que estou no boletim de voto", apesar de as sondagens o colocarem em níveis de desaprovação elevados a menos de dois meses da votação.

A Financial Times estima que a medida custaria mais de um bilião de dólares aos cofres públicos, sem que Trump tenha indicado qualquer fonte de financiamento ou mecanismo legislativo para a viabilizar. O anúncio surge numa fase em que a administração enfrenta pressão sobre défice e dívida, e em que a Reserva Federal e outros bancos centrais, incluindo o Banco do Japão, debatem o ritmo de subida de taxas num contexto de volatilidade cambial e obrigacionista, segundo a Financial Times.

A jogada segue um padrão já conhecido: transformar uma eleição legislativa numa espécie de referendo pessoal, mesmo sem o seu nome nas urnas. Para investidores com exposição a dívida soberana norte-americana, a promessa acrescenta incerteza a um cenário já tenso, numa altura em que Trump também ligou a evolução da guerra no Irão e o preço do petróleo ao calendário eleitoral de Novembro, de acordo com a BBC. Qualquer sinal de despesa pública avultada e não financiada tende a pressionar rendimentos de tesouro e a reforçar a narrativa de risco fiscal que já pesa sobre o dólar.

Fica por esclarecer se a proposta chegará a ser formalizada como iniciativa legislativa ou se permanece promessa de campanha sem tradução prática, como aconteceu com anúncios semelhantes no passado. Também não é claro como os mercados de dívida vão reagir caso o Congresso avance seriamente com a ideia, nem que efeito terá sobre a Reserva Federal, que já enfrenta pressão política directa da Casa Branca sobre a condução da política monetária.

Opinião de um fanático
José Leonelas

Assobiaram ao Leão como quem cumpre um dever cívico, e eu não fui excepção: três notas bem dadas, uma por cada milhão que ele achou que valia mais do que nós. Depois marcámos três, ele marcou zero, e ainda dizem que fomos maus perdedores.

O genro, esse, achou o assobio 'desproporcionado', ele que aplaude o Benfica mesmo quando perde. Eu não assobio por rancor, assobio por justiça, o que é bem diferente, e disse isso mesmo ao Buruk se ele estivesse cá para ouvir em vez de se queixar do árbitro norueguês.

Suárez vai marcar golos aos magotes, disse o Rui Borges, e eu já ando a poupar na garganta para quando ele um dia sair de férias para outro clube qualquer: prometo assobiar-lhe com a mesma dedicação, gratuita e vitalícia.

Futebol
Liga Portugal — classificação à 5.ª jornada
# Clube J V E D GM GS DG P
1 Porto 5 5 0 0 11 1 +10 15
2 Benfica 5 4 1 0 18 3 +15 13
3 Sporting 5 4 1 0 14 5 +9 13
4 Santa Clara 5 3 2 0 9 3 +6 11
5 Arouca 5 3 1 1 7 3 +4 10

Traço à esquerda: lugar de prova europeia. Fonte: ESPN.

Record

Sporting bate Galatasaray e resiste às queixas de Buruk

Vitória por 3-1 em Alvalade reforça o arranque na Champions, mas fica marcada pelos assobios a Rafael Leão e pela contestação do treinador turco à arbitragem

O Sporting venceu o Galatasaray por 3-1 em Alvalade, na primeira jornada da fase de liga da Champions, num jogo em que Rafael Leão foi alvo de assobios constantes dos adeptos leoninos, segundo o Record. O internacional português, agora ao serviço do clube turco, não escapou à contestação da bancada que outrora o aplaudiu.

Okan Buruk, treinador do Galatasaray, dirigiu-se à arbitragem do norueguês Espen Eskas no final da partida, considerando a exibição do juiz «completamente inaceitável» e acusando-o de ter feito «de tudo» para prejudicar a sua equipa, de acordo com o zerozero.

Rui Borges abordou depois do jogo a indisposição de Quaresma, atribuída a um isotónico mal tolerado, e a situação de Debast. O técnico do Sporting deixou ainda uma previsão sobre Luis Suárez: «Antecipo uma quantidade de golos alta, vai marcar muitas vezes», disse, citado pelo zerozero.

O triunfo sobre o Galatasaray reforçou a conta portuguesa no ranking da UEFA ao fim de dois dias de fase regular da Champions, segundo o Record.

Na mesma competição, o Barcelona goleou o Feyenoord por 5-1 no Camp Nou, com dois golos de Raphinha, dias depois de ficar de fora da shortlist da Bola de Ouro, relata o Guardian. O PSG bateu o Slovan Bratislava por 6-1, com um hat-trick de Torres, o Liverpool venceu o Atlético de Madrid por 2-1 e o Arsenal saiu de Nápoles com um triunfo por 1-0, com golo de Martin Ødegaard.

Na Liga Portugal, o Benfica goleou o Moreirense em jogo em atraso da terceira jornada, subindo a 13 pontos e ao segundo lugar, segundo o Público. O treinador do Moreirense queixou-se do calendário, considerando «um pouco injusto» defrontar o Benfica três dias depois de uma deslocação ao Dragão, de acordo com o zerozero.

O Arouca já duplicou os pontos que tinha à quinta jornada da época passada, somando 10, consolidando-se no top cinco da Liga Portugal, avança o Record.

O Sporting prepara agora a deslocação ao Famalicão, onde Marcos Peña deverá manter-se titular no meio-campo da equipa da casa, segundo o Record.

F1 & Ténis
BBC Ténis

Zverev e Gauff seguem em frente no US Open

O alemão superou o cansaço da noite anterior e a norte-americana salvou dois match points; Madrid prepara-se para receber a estreia do Grande Prémio de Espanha no Madring.

Alexander Zverev chegou às meias-finais do US Open mesmo depois de ter ficado acordado até às 3h30 a ver o quarto de final entre Ben Shelton e Carlos Alcaraz, segundo a BBC. O alemão junta-se ao lote reduzido de candidatos ao título em Flushing Meadows, num quadro masculino que continua a render surpresas até altas horas.

No quadro feminino, Coco Gauff salvou dois match points para bater Mirra Andreeva e garantir lugar na meia-final, onde vai defrontar Elena Rybakina. A cazaque chega a este encontro na iminência de assumir o topo do ranking mundial, de acordo com a BBC.

Em pares, a dupla britânica Joe Salisbury e Rajeev Ram eliminou os campeões em título, os espanhóis Marcel Granollers e Horacio Zeballos, e mantém-se viva na luta pelo título, avança a BBC. No quadro de cadeira de rodas, Alfie Hewett e Gordon Reid seguem também em prova, já nos quartos de final do torneio masculino.

Fora do ténis, a Fórmula 1 prepara-se para uma estreia histórica: o Grande Prémio de Espanha muda-se este fim de semana para o Madring, novo circuito construído nos arredores de Madrid, que substitui o traçado de Barcelona no calendário. Barcelona, entretanto, manteve uma corrida em Junho sob nova designação, vencida por Lewis Hamilton, segundo a Motorsport.com.

Carlos Sainz corre em casa pela primeira vez desde que a F1 regressa à capital espanhola, um regresso que o piloto descreve como especial, de acordo com a Formula1.com. Pilotos de Fórmula 3, incluindo o júnior da Ferrari Tuukka Taponen, já testaram o traçado e descrevem-no como fisicamente exigente, onde qualquer erro pequeno pode custar caro.

Nos bastidores, Pedro de la Rosa detalhou, no podcast Beyond The Grid, como as actualizações arriscadas da Aston Martin, feitas em conjunto com Adrian Newey, começaram a dar resultado esta época. E a Red Bull confirmou a assinatura de Robin Raikkonen, filho do campeão mundial de 2007 Kimi Raikkonen, para a sua academia de jovens pilotos, segundo a Motorsport.com.

Mercados & Economia
Movimento da sessão por posiçãoSESSÃO (%)MEUD Amundi Stoxx Europe -0.06%SPXS Invesco S&P 500-0.06%XEON Xtrackers €STR+0.01%IBCI iShares € Inflation +0.12%VGEA Vanguard EUR Govt Bo+0.19%EMIM iShares MSCI EM IMI+0.30%TOTAL+0.06%
O Farol · movimento da sessão

Petróleo passa 100 dólares e juros dos EUA sobem ao ritmo de 2008

A escalada no Irão empurra o Brent para o patamar dos três dígitos e reacende o medo de inflação que já se sente na parte longa da curva de juros

O Brent superou os 100 dólares por barril pela primeira vez desde Julho, depois de um novo confronto entre forças dos Estados Unidos e do Irão no Golfo e de ataques dos Houthis a cidades sauditas, segundo o The Guardian. A subida ultrapassa os 3% na sessão e o gás natural de referência na Europa acumula mais de 150% desde o início do conflito, de acordo com o Jornal de Negócios.

O mecanismo é directo: energia mais cara alimenta as expectativas de inflação, e são essas expectativas que movem a parte longa da curva de juros, não apenas a política do banco central. Os yields do Tesouro dos EUA a 10 anos chegaram ao ponto mais alto desde a crise financeira de 2008, segundo o The Guardian, precisamente quando o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou um plano de recompra de 6 mil milhões de dólares em dívida pública. O mercado respondeu com ceticismo: recomprar dívida não resolve o problema se a oferta continuar a crescer mais depressa do que o apetite dos compradores.

As bolsas europeias sofreram mais do que Wall Street: o Stoxx 600 caiu 1,41% e o DAX 1,66%, contra 0,48% do S&P 500, reflexo da maior exposição do continente a energia importada. O ouro subiu 1,21%, o comportamento clássico de activo de refúgio quando a inflação ameaça corroer o valor real dos títulos de dívida. Donald Trump disse esperar que a guerra no Irão termine "imediatamente após as eleições" intercalares, mas os mercados não estão a precificar esse cenário com convicção.

A carteira fechou o dia com um ganho de 0,06%, um resultado que esconde a divergência entre classes de activos. MEUD e SPXS recuaram 0,06% cada, arrastadas pela mesma pressão que penalizou as bolsas globais. Já a dívida ligada à inflação (IBCI, +0,12%), a dívida soberana em euros (VGEA, +0,19%) e os emergentes (EMIM, +0,30%) compensaram as perdas accionistas, um comportamento coerente com um dia em que o petróleo sobe e a inflação volta ao centro das atenções.

O maior desvio face ao plano continua a ser o VGEA, 10,1 pontos percentuais abaixo do peso-alvo de 28%. Num contexto em que os juros longos sobem por causa do choque energético, reforçar essa posição de lastro é o que o plano determina para o próximo aporte, independentemente do ruído que o petróleo está a gerar nas bolsas accionistas.

Tecnologia
Salesforce

Salesforce escala codificação agêntica a 15 mil engenheiros

A empresa descreve a transição de um piloto isolado para produção em toda a engenharia, enquanto o mercado de agentes ganha novo modelo da OpenAI e um alvo de aquisição recusa financiamento externo

A Salesforce publicou a segunda parte do relato sobre a adopção de codificação agêntica dentro da própria engenharia, depois de em Maio Srinivas Tallapragada ter descrito os primeiros resultados. O texto actual foca a passagem de um projecto piloto para uma operação que cobre 15 000 engenheiros, a escala que distingue uma prova de conceito de uma mudança de arquitectura real em desenvolvimento de software.

A OpenAI lançou o GPT-6 Astra, apresentado como o modelo mais capaz da empresa para uso empresarial, com raciocínio avançado, capacidade de operar computadores e melhor desempenho em escrita e decisões de design. A diferença face a lançamentos anteriores está na orientação explícita para fluxos de trabalho corporativos em vez de benchmarks académicos.

Um novo relatório da Salesforce sobre prioridades dos directores financeiros, baseado num inquérito duplo-cego a 865 responsáveis financeiros em três continentes, conclui que a IA avançada entrou na função de duas formas simultâneas: como ferramenta que melhora o trabalho financeiro e como mecanismo para gerir a complexidade crescente das receitas das empresas.

A TechCrunch avança que a startup Listen Labs abandonou uma ronda Série C de 1,5 mil milhões de dólares já assinada com a Menlo Ventures, para negociar directamente com a Salesforce. O episódio sugere conversas de aquisição em fase avançada, num sector onde compradores estratégicos competem cada vez mais com capital de risco puro pelo controlo de startups de investigação aplicada em IA.

No plano regulatório, o Massachusetts tornou-se o terceiro estado norte-americano em três meses a impor novas restrições energéticas a centros de dados, segundo a TechCrunch. A medida acrescenta-se a um padrão de fricção entre a expansão de infra-estrutura de IA e políticas locais de energia limpa, um custo que acaba por reflectir-se nos contratos de cloud que sustentam as cargas de trabalho agênticas.

Portugal & Espanha
El País

IRS desce, juros do BCE sobem: equilíbrio a dois tempos

Lisboa promete alívio fiscal a famílias e pensionistas enquanto Frankfurt prepara nova subida de taxas com o mercado dividido sobre o que vem a seguir

O Governo português avança com alterações ao IRS e às pensões que significam mais dinheiro no bolso de famílias e reformados, segundo o Público. A medida tem um preço: acresce pressão sobre as contas públicas, num momento em que o défice continua sob escrutínio de Bruxelas. O jornal nota que o cálculo entre alívio fiscal imediato e sustentabilidade orçamental a prazo divide economistas.

Em Espanha, o Banco Central Europeu prepara a segunda subida de taxas do ano, elevando os juros de referência para 2,5%, de acordo com o El País. O mercado antecipa novos movimentos ao longo de 2026, mas os economistas citados pelo jornal não chegam a consenso sobre o ritmo que Frankfurt deverá seguir daqui em diante. Para quem tem crédito indexado ou poupança em euros, a decisão tem efeito directo no custo de financiamento em ambos os lados da fronteira.

Fontes: Público, El País
Europa & EUA
The Guardian

Washington pede à NATO ajuda contra Tribunal Penal Internacional

Numa reunião a porta fechada em Julho, o enviado dos EUA à NATO pediu aos aliados que ajudassem a desmontar o tribunal que julga genocídio, revela a Politico

A administração Trump conduz uma campanha pública para desmantelar o Tribunal Penal Internacional e quer o apoio dos aliados da NATO nesse esforço, segundo a Politico Europe.

Numa reunião a porta fechada em Julho, o enviado norte-americano à NATO, Matthew Whitaker, pediu aos países aliados que ajudassem a desarticular o tribunal com sede em Haia, que investiga crimes de genocídio e outros crimes de guerra, de acordo com a mesma fonte.

O mesmo relato contrasta essa ofensiva com a postura mais cautelosa de Washington perante as sanções que aliados europeus impõem a colonos israelitas nos territórios ocupados. Segundo a Politico, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, ameaçou o Reino Unido por essas sanções, mas ficou isolado dentro da própria administração, que prefere um tom moderado.

As duas frentes mostram uma administração disposta a pressionar instituições internacionais, mas dividida sobre até onde levar essa pressão junto dos aliados mais próximos.

O Vigia · as quatro medalhas do dia
As quatro medalhas do diaOUROPRATABRONZELATA
Rui Borges
Ouro
Rui Borges
O treinador que troca isotónicos por vitórias e ainda arranja tempo para prever golos alheios.
Orientou o Sporting a um 3-1 sobre o Galatasaray, com Quaresma indisposto e Debast por gerir.
Ganhar à primeira jornada da Champions com o plantel a cambalear é bom trabalho. Prever golos de Suárez em vez de falar de táctica é só simpático.
Coco Gauff
Prata
Coco Gauff
A norte-americana que trata match points como sugestões, não como ordens.
Salvou dois match points para eliminar Mirra Andreeva e seguir para a meia-final do US Open.
Perder seria mais fácil e ninguém a criticaria. Escolheu o caminho difícil, o que em ténis costuma chamar-se classe.
Scott Bessent
Bronze
Scott Bessent
O secretário do Tesouro que combate juros em máximos de 2008 com uma calculadora e boa vontade.
Anunciou recompra de 6 mil milhões de dólares em dívida pública enquanto os yields a 10 anos disparavam.
Recomprar dívida não baixa o petróleo nem acalma o Irão. O mercado percebeu isso mais depressa do que ele.
Donald Trump
Lata
Donald Trump
O presidente que resolve a crise de popularidade prometendo dinheiro que não tem a gente que talvez não vote nele.
Prometeu 5 000 dólares a cada adulto americano se os republicanos retiverem o Congresso, sem indicar fonte de financiamento para um custo estimado acima de 1 bilião de dólares.
Pedir aos eleitores para «fingirem que estou no boletim» resume bem a proposta: fantasia sem números, distribuída a dois meses das intercalares.
O Farol · edição de quinta-feira, 10 de setembro de 2026 · gerado às 07:46 · arquivo · PDF
Fotografias creditadas aos respectivos autores. Nenhuma fotografia de actualidade é gerada por IA — o retrato de José Leonelas é a ilustração de um colunista fictício.