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O Farol em Voz Mercados nervosos, Fed sobe juros, Sporting tropeça 2 min 43 · subscrever
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Manchete
The Guardian

Alarme cresce sobre risco de correção nos mercados globais

Dívida ligada à inteligência artificial, a guerra no Irão e a subida dos juros da dívida soberana reacendem o receio de uma queda abrupta nas bolsas, segundo o Guardian.

O optimismo que dominava as principais praças financeiras no auge do Verão deu lugar, nas últimas semanas, a um clima de nervosismo crescente. Segundo o Guardian, a combinação de três factores distintos, a dívida acumulada em torno da corrida à inteligência artificial, o conflito no Irão e a subida sustentada dos juros da dívida soberana, está a alimentar o receio de que os mercados globais enfrentem uma correcção significativa.

Até há pouco tempo, a narrativa dominante em Wall Street e nas restantes bolsas ocidentais assentava na chamada revolução da inteligência artificial, que impulsionou as cotações das bolsas norte-americanas ao longo do ano. Essa mesma euforia é agora apontada como uma das origens da fragilidade actual: o endividamento associado ao investimento maciço em capacidade de computação e infra-estrutura de IA levanta dúvidas sobre a sustentabilidade das valorizações atingidas por algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo.

A isto soma-se a instabilidade geopolítica ligada ao Irão, que tem contribuído para a volatilidade nos mercados de energia e de matérias-primas, e a trajectória ascendente dos rendimentos das obrigações soberanas, que encarece o financiamento de Estados e empresas e reduz o apetite pelo risco. Para um investidor com posições em bolsa ou exposição a crédito, o efeito combinado destes três vectores é o que mais preocupa os analistas citados pelo jornal britânico: não se trata de um choque isolado, mas de uma convergência de tensões que se reforçam mutuamente.

O que ainda não está claro é se esta fase de nervosismo evolui para uma correcção ordenada ou para algo mais severo. O Guardian não aponta um desfecho certo, e a própria dispersão de opiniões entre analistas sugere que não há consenso sobre a dimensão do risco. Falta também saber que resposta terão os bancos centrais caso a subida dos juros da dívida soberana continue a pressionar os balanços de empresas e Estados nos próximos meses.

Fontes: The Guardian
Opinião de um fanático
José Leonelas

Dois-zero, senhor Rui Borges, dois-zero e depois o Arouca a marcar duas vezes como quem pede licença para entrar em casa alheia. Eu não sou homem de lenços brancos, mas ontem tinha um dobrado no bolso, só não o tirei porque a Alcina não deixou.

O genro ligou a meio do jogo só para perguntar se em Alvalade também há promoção de lenços aos domingos. Respondi que os nossos vêm de série, com o sofrimento incluído no preço da bancada.

Rui Borges diz que a contestação é natural. Eu digo mais: é hereditária, passa de pai para filho, só o genro é que nasceu sem essa parte no ADN, coitado, nasceu com outra maleita.

Futebol
Liga Portugal — classificação à 7.ª jornada
# Clube J V E D GM GS DG P
1 Porto 6 6 0 0 15 2 +13 18
2 Benfica 6 5 1 0 21 4 +17 16
3 Sporting 7 4 3 0 17 8 +9 15
4 Santa Clara 6 4 2 0 11 4 +7 14
5 Arouca 7 3 2 2 10 7 +3 11

Traço à esquerda: lugar de prova europeia. Fonte: ESPN.

zerozero

Sporting desperdiça 2-0 e empata com o Arouca em Alvalade

Lenços brancos nas bancadas do José Alvalade e Rui Borges admite que a contestação dos adeptos é natural

O Sporting voltou a deixar fugir uma vantagem de dois golos e empatou 2-2 com o Arouca, em Alvalade, na sétima jornada da Liga Portugal Betclic. Depois de construir uma vantagem confortável, a equipa de Rui Borges viu os visitantes chegarem ao empate através de José Fontán e Dylan Nandín, segundo o zerozero.

O resultado repete um padrão desta temporada: é já a segunda vez, segundo o zerozero, que a equipa de Rui Borges desperdiça uma vantagem de dois golos numa partida do campeonato. Nas bancadas, alguns adeptos manifestaram-se com lenços brancos, um gesto de protesto associado tradicionalmente a momentos de crise no clube.

Confrontado com a contestação no final do jogo, Rui Borges não escondeu compreensão pela reacção do público. "A contestação dos adeptos é natural", disse o treinador leonino, citado pelo zerozero, acrescentando que "é normal que os adeptos não estejam felizes" perante uma nova perda de pontos em casa.

Do lado do Arouca, Vasco Seabra recusou falar em quebra de rendimento do Sporting, atribuindo o resultado ao mérito da sua equipa. "Foi mais mérito do Arouca do que demérito do Sporting", afirmou o treinador arouquense, segundo o zerozero, sublinhando a capacidade da equipa do distrito de Aveiro de discutir o jogo de igual para igual.

O Público resume o momento como um instalar do "fantasma da crise" nos leões, lembrando que a derrota de pontos surge precisamente na jornada em que os dois principais rivais do Sporting se defrontaram entre si. O jornal nota ainda que o Santa Clara, quarto classificado, pode agora tirar os sportinguistas do pódio.

Com este empate, o Sporting mantém-se no terceiro lugar, com 15 pontos em sete jornadas, mas vê reduzida a margem sobre o Santa Clara, quarto colocado com 14. O Arouca soma 11 pontos e ocupa o quinto posto da tabela.

F1 & Ténis
Motorsport

Antonelli lidera o Mundial após triunfo em Madring

A oitava vitória da época consolida a aposta da Mercedes no piloto italiano, enquanto a Williams enfrenta uma crise que só Baku pode testar

Kimi Antonelli venceu o Grande Prémio inaugural de Espanha, disputado no novo circuito de Madring, a oitava vitória da época, segundo a Motorsport.com. O resultado reforça a liderança do piloto italiano no campeonato de pilotos, numa temporada em que a Mercedes trocou a experiência de Lewis Hamilton, que partiu para a Ferrari em 2025, pela aposta num piloto jovem.

Otmar Szafnauer, antigo diretor da Alpine, elogiou Toto Wolff por essa decisão, segundo a mesma fonte, argumentando que a Mercedes acertou ao confiar em Antonelli em vez de procurar um substituto com mais currículo. George Russell, colega de equipa do italiano, foi por sua vez elogiado por David Coulthard por reconhecer publicamente que o companheiro está a fazer um trabalho melhor esta temporada, um gesto raro de honestidade competitiva entre pilotos da mesma equipa.

A luta pelo título de construtores mantém-se em aberto a nove corridas do fim da temporada, segundo a Formula1.com, que aponta o mercado de apostas como reflexo de um campeonato ainda por decidir entre as equipas da frente.

Do lado oposto da grelha, a Williams vive uma das temporadas mais difíceis. Nico Rosberg, campeão do mundo em 2016, classificou o desempenho da equipa em 2026 como 'um choque' e apontou que James Vowles, diretor da equipa, enfrenta um 'momento difícil' para recolocar Grove no lugar que lhe compete, segundo a Motorsport.com. A equipa entrou na temporada já em desvantagem, depois de falhar os testes privados em Barcelona. A resposta deverá chegar no Grande Prémio do Azerbaijão, em Baku, onde a Williams vai introduzir o pacote de atualização FW48, descrito pela Formula1.com como decisivo para o resto da época.

No ténis, a Grã-Bretanha arrancou com vitória na qualificação da Davis Cup frente ao Equador. Arthur Fery bateu Alvaro Guillen Meza e Toby Samuel venceu no seu debut na competição, colocando a equipa britânica 2-0 na eliminatória, segundo a BBC.

Mercados & Economia
Movimento da sessão por posiçãoSESSÃO (%)MEUD Amundi Stoxx Europe -1.18%VGEA Vanguard EUR Govt Bo-0.48%IBCI iShares € Inflation -0.28%EMIM iShares MSCI EM IMI-0.23%XEON Xtrackers €STR+0.00%SPXS Invesco S&P 500+0.10%TOTAL-0.50%
O Farol · movimento da sessão

Warsh sobe juros nos EUA à revelia da Casa Branca

Decisão unánime da Fed reacende a parte longa da curva e penaliza a componente obrigacionista da carteira do leitor

A Reserva Federal decidiu subir as taxas de juro de referência por voto unânime, segundo o The Guardian, numa reunião marcada por uma campanha intensa da Casa Branca para travar o movimento. Kevin Warsh, que preside ao Comité Federal de Mercado Aberto, tinha deixado o mercado às escuras na reunião anterior ao recusar-se a sinalizar qualquer trajectória. Desta vez optou pela subida, e fê-lo com o comité inteiro atrás de si.

O mecanismo é directo: uma decisão unânime, tomada contra a pressão política, transmite ao mercado que o banco central não está a ceder a interferência externa e que a determinação em conter a inflação se mantém intacta. Isso leva os investidores a rever em alta a trajectória esperada de juros e a exigir mais rendimento pela dívida de longo prazo, o que explica a subida do juro do Tesouro norte-americano a 10 anos.

O efeito espalhou-se de forma desigual. O S&P 500 quase não se moveu (+0,17%) e o Nikkei valorizou 1,38%, mas as bolsas europeias recuaram com força: o Stoxx 600 caiu 1,11% e o DAX 1,60%, penalizados pela subida de yields que torna as acções menos atractivas por comparação com a dívida. O ouro subiu 0,57%, procurado como cobertura, enquanto o Brent afundou 5,28%. O euro valorizou ligeiramente frente ao dólar, 0,18%.

Na carteira do leitor, o dia fechou a -0,50%. O maior puxão negativo veio de MEUD, a fatia de acções europeias, com -1,18%, em linha com o recuo de Stoxx 600 e DAX. VGEA, a componente de dívida soberana em euros, perdeu 0,48%, reflexo do contágio da subida de yields norte-americana à curva europeia. EMIM e IBCI recuaram de forma mais moderada, e apenas SPXS, ligado às acções norte-americanas, fechou no verde.

VGEA é hoje a posição mais subponderada face ao alvo, com um desvio de -10,1 pontos percentuais perante um peso-alvo de 28% na carteira. A regra de reforço ao sleeve mais subponderado aponta para esta componente de dívida soberana como destino natural do próximo reforço mensal, precisamente na sessão em que mais penalizada saiu pela reacção da Fed.

Fontes: The Guardian
Tecnologia
TechCrunch

OpenAI prevê queimar 278 mil milhões de dólares até 2030

A previsão de despesa em nuvem e chips sobe face às contas apresentadas a investidores no início do ano, à boleia do crescimento da procura por ChatGPT e produtos empresariais.

A OpenAI disse a alguns investidores que espera queimar 278 mil milhões de dólares em caixa até ao final de 2030, segundo o Financial Times, citado pela The Information. O valor supera a previsão dada a investidores no início deste ano e reflecte o aumento da despesa em computação em nuvem e em chips para treinar e correr os seus modelos.

A cifra dá corpo a uma pergunta que os clientes empresariais da OpenAI já colocam há meses: quem paga a factura do crescimento dos modelos de fronteira. Para quem depende da API da OpenAI para produtos em produção, a trajectória de custos da própria empresa é um sinal indirecto sobre a estabilidade de preços a médio prazo.

No capítulo dos agentes em produção, a Google confirmou que o Gemini foi novamente usado para conduzir ataques informáticos contra outras empresas, avança a TechCrunch. A empresa diz que o modelo "agiu de forma apropriada", interrompendo cada tentativa assim que a detectou. O episódio junta-se a casos anteriores de modelos usados como ferramenta ofensiva e reforça a necessidade de monitorização activa em qualquer arquitectura que dê a um agente acesso a rede ou a sistemas externos.

Do lado da política norte-americana, Donald Trump anunciou nas redes sociais a criação de uma "AI Force", à semelhança da Space Force criada no seu primeiro mandato, e disse que vai nomear um novo czar para a liderar, segundo a TechCrunch. Trump associou ainda o desconforto público com a IA a uma alegada campanha do Partido Democrata, sem apresentar provas. Para já não há detalhes sobre orçamento, mandato ou relação com o Departamento de Defesa, mas o anúncio confirma que a Casa Branca continua a tratar a IA como prioridade de segurança nacional, o que tende a puxar mais contratos públicos para os grandes fornecedores de infraestrutura.

Portugal & Espanha
Expresso

Habitação arrenda-se sem regras, IVA zero divide PS

Dois programas para aumentar a oferta de arrendamento estão em vigor sem portarias que os regulem, enquanto o PS discute publicamente o corte do IVA no cabaz alimentar

Dois programas destinados a fomentar a oferta de habitação para arrendar entraram em vigor a 1 de Setembro sem que existam ainda as portarias que definem o seu funcionamento prático, segundo o Público. A falta de regulamentação deixa por esclarecer critérios essenciais para proprietários e potenciais arrendatários que queiram aderir às medidas.

A incerteza jurídica surge num mercado de arrendamento já tenso em Lisboa, onde qualquer atraso na aplicação de incentivos tende a adiar decisões de investidores e senhorios à espera de saber as regras do jogo.

No plano fiscal, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, voltou a defender o IVA zero no cabaz alimentar, reconhecendo que a medida não reúne consenso dentro do próprio partido. A declaração surge depois de o ex-secretário de Estado da Energia e do Ambiente João Galamba ter manifestado publicamente discordância, em entrevista à SIC, sobre a mesma proposta.

Fontes: Público, Expresso
Europa & EUA
The Guardian

Merz enfrenta teste eleitoral em dois estados alemães

A Alternative für Deutschland procura consolidar-se como segunda força em duas eleições regionais que colocam pressão sobre o chanceler

Dois estados alemães foram hoje às urnas em eleições regionais que testam a posição do chanceler Friedrich Merz, segundo o The Guardian.

O partido de extrema-direita Alternative für Deutschland (AfD) procura consolidar novos ganhos nestas votações, numa altura em que a coligação liderada por Merz enfrenta dificuldades para manter apoio popular.

O jornal britânico descreve o momento como decisivo para o futuro político de Merz, sem adiantar resultados, dado o escrutínio ainda estar em curso.

A votação surge num contexto europeu de tensão acrescida, com protestos de extrema-direita dispersos pela polícia em Haia no fim de semana e o Reagrupamento Nacional francês a criticar publicamente a Rússia, um sinal de divisões internas sobre a postura a adoptar face a Moscovo.

Em paralelo, a NATO nomeou o general alemão Carsten Breuer para chefiar o comité militar da aliança, batendo a candidata canadiana Jennie Carignan, segundo o Politico Europe.

O Vigia · as quatro medalhas do dia
As quatro medalhas do diaOUROPRATABRONZELATA
Jamie Oliver
Ouro
Jamie Oliver
Cozinheiro de televisão que transformou a merenda escolar numa causa de Estado, com a paciência de quem sabe que o forno demora.
O governo britânico anunciou novos padrões de alimentação escolar, coroando 20 anos da sua campanha por refeições decentes nas escolas.
Vinte anos a repetir a mesma receita até o Estado a engolir. Prova que teimosia de chef bate burocracia, ainda que devagar.
George Russell
Prata
George Russell
Piloto britânico que troca vaidade de vestiário por um raro ataque de honestidade competitiva.
Foi elogiado por David Coulthard por admitir publicamente que o companheiro de equipa está a fazer um trabalho melhor esta temporada.
Num desporto onde o ego se mede em décimos, reconhecer que o miúdo é melhor vale mais do que fingir o contrário até Dezembro.
José Luís Carneiro
Bronze
José Luís Carneiro
Secretário-geral do PS que defende bandeiras mesmo quando o próprio exército hesita em segui-lo.
Voltou a defender o IVA zero no cabaz alimentar, admitindo que a medida não reúne consenso dentro do próprio partido.
Convicção é virtude. Liderar um partido dividido sobre a sua bandeira central é festejar uma vitória que ainda não tem votos.
Google
Lata
Google
Gigante que promete inteligência artificial responsável e depois a apanha a fazer horas extra em ciberataques.
Confirmou que o seu modelo Gemini foi usado para conduzir ataques informáticos contra outras empresas, e considerou que o modelo "agiu de forma apropriada".
Quando "apropriado" passa a significar "participou num ataque", é altura de rever o dicionário interno de compliance, e depressa.
O Farol · edição de domingo, 20 de setembro de 2026 · gerado às 07:58 · arquivo · PDF
Fotografias creditadas aos respectivos autores. Nenhuma fotografia de actualidade é gerada por IA — o retrato de José Leonelas é a ilustração de um colunista fictício.