
G7 liberta 100 milhões de barris para travar disparo dos preços
O grupo recua numa ameaça de Trump para proibir exportações de diesel dos EUA e decide esvaziar reservas estratégicas em conjunto
O G7 anunciou a libertação coordenada de 100 milhões de barris de petróleo e diesel das reservas estratégicas dos países membros, numa tentativa de evitar uma nova subida acentuada dos preços dos combustíveis, segundo a BBC e o Financial Times.
A decisão surge depois de Washington ter ameaçado proibir as exportações de diesel norte-americano, uma medida que teria apertado ainda mais um mercado já tenso. Donald Trump classificou o recuo dos aliados europeus como 'uma grande coisa', de acordo com o Financial Times.
O gatilho imediato foi a combinação de procura elevada com restrições na oferta de produtos refinados, sobretudo diesel, que tem pressionado os custos de transporte e logística na Europa. Para economias como a espanhola e a portuguesa, dependentes de importações de combustíveis refinados, qualquer disparo no diesel passa rapidamente para os preços no retalho e para os custos industriais.
Segue-se agora a execução prática da libertação de reservas, que deverá começar a chegar ao mercado nas próximas semanas. Os analistas vão olhar para as margens de refinação europeias e para o diferencial entre o Brent e os preços do diesel como primeiro teste de eficácia da medida.
Fica por saber se a libertação de reservas será suficiente para conter os preços a prazo, ou se serve apenas para ganhar tempo até que a capacidade de refinação se ajuste. Não é claro também se Washington abandona definitivamente a ideia de restringir exportações, ou se a mantém como instrumento de pressão para futuras negociações comerciais.
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